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07/10/2009 às 21h02
Engraçado o destino, não?
Se ele existe
Faz coisas estranhas
Faz coisas erradas.
Porque não me aproximei mais
De você na nossa infância?
Onde eu estava?
Onde você estava
Nas minhas primeiras paixonites?
Nos meus primeiros gestos
De ternura?
Esse tal de destino
Trombou a gente mais tarde
Abruptamente
E com ele veio
Esse meu amor infungível
Repentino
Nocauteante
Esse tal de destino
Meu arrebatou do tempo
Me deslocou no espaço
Quanto tempo não te vejo?
Quanto tempo não ouço tua voz?
Se o destino existe
Peço a ele o mais simples:
Que você, flor do meu caminho
Continue aí, me inspirando.
E que eu, não seja mais uma pedra na sua caminhada.